Notícia arquivada em ‘Cultura




Em comemoração aos 60 anos da chegada de Pierre Verger na Bahia, a fundação Pierre Verger selecionou alguns retratos para a exposição. Retrato preto e branco de cenários brasileiros registrado pela Rolleifex e pela sensibilidade de Pierre na década de 1950. Imagens que revelam o cotidiano de manifestações da cultura popular brasileira, ( bumba-meu boi, frevo, carnaval, candomblé, dentre outros), sem retoques, sem maquiagens, tal como se apresentavam naquela época.
A proposta conceitual desta exposição certamente é mostrar temática ainda pouco conhecida da ampla obra fotográfica.  
Pierre Verger presenteou-nos com seus registros fotográficos e revela-nos, sobretudo, um dos momentos mais importantes e elucidativos da história da dança do frevo, ou seja, aquele instante em que a dança começa a individualizar-se. Aquele momento em que se desgarra do meio da “massaroca do povo” a figura do passista de frevo, o dançarino que, através de um repertório já tradicionalizado de passos, começa a individualizar o seu jogo. Valle ressaltar que além do encanto das fotografias de dança de Pierre o museu com todo o seu encanto e tática fazia o chão tremer a cada quadro que você olhava das danças.
As fotos de Pierre são um olhar luminoso sobre a cultura popular brasileira. Uma percepção da vida cotidiana nas cidades e no campo, no apresentar-se, nos falares e nos olhares, que faz com que se descubra um Brasil pouco visto, com um grau ilimitado de felicidade.

 

Adicionar comentário junho 17, 2008

Agente Comunitário e sua relação com a Comunidade

 
A principal atribuição do agente comunitário de saúde é desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, por meio de ações educativas individuais e coletivas, nos domicílios e na comunidade. A função é orientar, monitorar, esclarecer e ouvir, exercendo também papel de educador.
Há quase dois anos, a agente comunitária de saúde, Celidalva Santos, 31 anos, mantém sua relação profissional e, também, afetiva com a comunidade do Lobato, onde trabalha dando orientações sobre procedimentos médicos e técnicos, além de desenvolver atividades educativas que auxiliam a melhoria de qualidade de vida local.
Também agente comunitária do Lobato, Jaqueline Gomes, 36, lembra que além de todas as atribuições que exerce, o profissional deve promover terapias ocupacionais. Ela realiza um trabalho com um grupo de senhoras, ao qual fazem trabalhos artesanais com tecidos, como colcha de fuxico. Já a agente Kátia Silva, 32, vem promovendo terapias ocupacionais com drogados, aidéticos, grupos de jovens, e mais palestras e cursos sobre assuntos polêmicos do dia-a-dia da sociedade.
A moradora do Lobato, Alice Reis, 68 anos, residente no Bairro há seis anos comenta que as visitas dos agentes comunitários, além de orientá-la para os cuidados a serem tomados, faz-lhe companhia. Pela agente atuar no próprio bairro que ela reside, se senti tranqüila e confiável nas visitas que vem recebendo.
Não é fácil estar compartilhando diariamente a intimidade das pessoas como com a agente da Ribeira, Dinalva Cerqueira, 32 anos. Em uma de suas visitas, logo quando estava iniciando na equipe, foi na casa de uma moradora, que resistia em fazer a limpeza corporal de forma adequada.“ Não havia jeito de convencê-la a tomar banho diariamente”. Ao longo de suas visitas, pode perceber que a moradora vivia uma relação conjugal extremamente difícil, pois o marido associava a limpeza corporal da sua mulher a uma intenção da mesma de “perfumar-se para encontrar outros homens”, chegando a tornar-se violento nessas situações.
 As áreas mais pobres, como as invasões são aquelas que mais hostilizam a equipe de saúde, especialmente quando o assunto são as questões higiênicas. “As pessoas se sentem ofendidas quando os agentes lhe sugerem que seus filhos ou suas casas precisam de cuidados e limpeza suficientes ”, desabafa Dinalva..
A profissão do Agente Comunitário de Saúde caracteriza-se pelo exercício de atividade de prevenção de doenças e promoção de saúde, mediantes ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do Sus sob a supervisão do gestor local deste.

 

 

Adicionar comentário junho 17, 2008

Historia do Teatro Castro Alves

 

Até o final da década de 30, não existiam teatros em Salvador. Visando remediar esta carência, surgiu um movimento em prol da construção de uma casa de espetáculos que pudesse expor as criações artísticas baianas.                                                                

     O processo demorou: apenas em 1948 foi proposta a construção do Teatro Castro Alves (TCA). Agora imaginem que, com o projeto aprovado, a obra só foi iniciada às 8 horas da manhã do dia 2 de Julho de 1957! Taurinamente falando, o processo foi extremamente lento!                                                                                                          

 O Teatro Castro Alves acaba de dar mais um passo em direção à imortalidade. Criado há três anos, o Memorial do TCA agora tem seu nome registrado no Cadastro Nacional de Museus, iniciativa que pretende criar uma base nacional unificada, estabelecendo uma plataforma de informações e dados sobre todos os museus brasileiros. O CNM é uma ação da Política Nacional de Museus, lançada oficialmente pelo Ministério da Cultura em maio deste ano, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. E é também o passo inicial para a implementação do Sistema Nacional de Museus, para o qual o Memorial do TCA já se prepara para participar.

 

Adicionar comentário junho 17, 2008

As mulheres de tabuleiro de ontem e de hoje

 

 

 

A comercialização do acarajé tem início ainda no período da escravidão com as chamadas escravas de ganho que trabalhavam, nas ruas, para as suas senhoras (geralmente pequenas proprietárias empobrecidas), desempenhando diversas atividades, dentre elas, a venda de quitutes nos seus tabuleiros. Ainda na costa ocidental da África as mulheres já praticavam um comércio ambulante de produtos comestíveis, o que lhes conferia autonomia em relação aos homens e muitas vezes o papel de provedoras de suas famílias.
O comércio de rua nas cidades brasileiras permitiu às mulheres escravas ir além da prestação de serviços aos seus senhores: elas garantiam, muitas vezes, o sustento de suas próprias famílias, foram importantes para a constituição de laços comunitários entre os escravos urbanos e também para a criação das irmandades religiosas e do candomblé: muitas filhas-de-santo começaram a vender acarajé para poder cumprir com suas obrigações religiosas que precisavam ser renovadas periodicamente.
A venda do acarajé permaneceu como uma atividade econômica relevante para muitas mulheres mesmo com o fim da escravidão. Hoje, atrás das baianas existem famílias inteiras dependendo dos seus tabuleiros: 70% das mulheres pertencentes à Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia são chefes de família. A rotina dessas mulheres é caracterizada pela compra dos ingredientes necessários para o preparo do acarajé, um trabalho diário e árduo: precisam levantar cedo, ir à feira, buscar produtos de qualidade a preços acessíveis. O preço do camarão e do azeite de dendê são os que mais variam. Muitas ainda enfrentam problemas para adquirir tabuleiros novos ou mesmo para guardá-los, deixando-os, muitas vezes, na praia.

 

Adicionar comentário junho 16, 2008

Salvador, terra da Alegria

A mistura de raças, culturas e credos, que recebeu doses generosas de alegria e sincretismo, conferiu a Salvador um astral único e arretado que atraem brasileiros e estrangeiros o ano inteiro. É no verão, entretanto, que a capital baiana ganha ainda mais brilho, com as festas populares que arrastam multidões.

Primeira capital do Brasil, Salvador reúne o presente e o passado em perfeita harmonia e, levando-se em conta a topografia da cidade – dividida em Alta e Baixa – fica fácil mapeá-la e vislumbrar os atrativos escancarados em cada esquina. É na parte alta que fica o colorido e fervilhante Pelourinho, bairro histórico e tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Em suas ruas e vielas estão centenas de casarões dos séculos XVII e XVIII que abrigam de museus a terreiros de candomblé, além de templos católicos que atraem estudiosos do mundo todo – é o caso da igreja de São Francisco, considerada a obra barroca mais rica do país. A programação cultural também é intensa no “Pelô”, com eventos dia e noite nos largos Quincas Berro d´Água e Teresa Batista (este, cenário dos concorridos ensaios do Olodum).

Adicionar comentário abril 29, 2008

Fundação Gregório de Mattos

A Fundação Gregório de Mattos (FGM) está lançando o sétimo volume da série Trilhas Urbanas – Antologia Musical da Cidade de Salvador, reunindo canções de estilos e gêneros variados de artistas locais. Lampirônicos, Mario Ulloa (interpretando Wellington Gomes), Cascadura, Os Ingênuos, Miku, Edy Vox, Veuliah, Paroano Sai Milho, Música do Buzu e Grupo Garagem assinam as 10 faixas do CD, que será apresentado no próximo dia 26, às 18h30, no Museu de Arte Sacra, integrando a Agenda Viva Salvador 459 Anos.
O novo volume mantém a principal idéia do projeto: dar uma amostra da diversidade musical de Salvador, cidade que emite desde os sons dos atabaques dos candomblés ao peso do metal dos guetos heavy metal. A série proposta pela Fundação Gregório de Mattos visa contribuir para o registro deste “retrato musical”, como observa o professor Paulo Costa Lima, presidente da FGM: “Uma cidade não se completa em silêncio, e a missão impossível de sabê-la por inteiro há de passar pela construção dos painéis sonoros que a constituem. A série Trilhas Urbanas nasce com esse destino”.

Adicionar comentário março 25, 2008

Páginas

Categorias

Links

Meta

Calendário

maio 2012
S T Q Q S S D
« jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Postagens por Mês

Posts por Categoria

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.