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Mundo digital muda à vida dos adolescentes

É perceptível o fato de que as relações interpessoais e lingüísticas entre os sujeitos estão se modificando, na medida em que interagem em rede, mundialmente, com o Outro, mediados pelo computador. O elemento técnico já é constitutivo da “nova identidade humana”, se é que podemos denominar de “nova” as relações de mobilidade, troca, diálogo, escrita, que se estabelecem entre os indivíduos interligados pelas tecnologias, em especial, a telemática digital.
Por trás das telas dos computadores, o mundo vive uma guerra invisível entre o bem e o mal. De um lado, estão os hackers, protetores de sistemas e apaixonados por códigos de informática. Do outro, os crackers, criminosos que invadem redes digitais e roubam informações sigilosas.
Para se proteger na rede é importante saber que segurança é um processo e que a rede é um ambiente de incertezas. Nenhum software garante proteção o tempo todo, como também não devemos abrir nenhum tipo de arquivo de pessoas desconhecidas principalmente os que são enviados sem você pedir; devemos sempre atualizar o antivírus, mas saber que ele não é garantia de um possível ataque. Não há antivírus para um vírus novo; como também não devemos fornecer informações pessoais em salas de conferência, bate papo e programas de mensagens instantâneas, como o MSN. Você pode estar sendo espionado sem saber.
Francisco Alves, 47, pai de 2 adolescentes de 15 e 18anos, comentam que o diálogo e a conscientização de pais e educadores com os adolescentes seja a única forma de protegê-los de riscos e ensina-los a usar “as maravilhas no mundo digital”. Francisco comenta que 70% dos jovens dispensam uma balada para ficar conectados em salas de bate-papo na internet”.
Carolina Almeida, 15, estudante do 2° ano do Colégio Luís Eduardo Magalhães comenta que conta as horas para estar em casa, só para se conectar a internet, podendo assim vim a conhecer pessoas novas, desabafar e até mesmo para falar com seus amigos do colégio através do MSN e do orkut.
A professora Maria de Paula do colégio Costa e Silva na Ribeira comenta que as comunidades virtuais se transformam em agrupamentos de pessoas que compartilham idéias e pensamentos, acrescentando que a construção de comunidades virtuais de qualidade é possível e que elas são uma nova possibilidade de conhecer a realidade e redescobrir a intelectualidade. Maria também acredita que, se não conseguirmos desenvolver a pedagogia com imaginação, nada dará certo. “Não devemos perguntar o que a tecnologia pode fazer pela gente, mas o que podemos fazer para a tecnologia melhorar a Educação”.
Pedro Alves, 20, estudante de informática, comenta que além de usar o computador por várias horas por dia, o considera como um mecanismo para resolver os seus problemas do dia-a-dia como fazer compras, o qual o mesmo aproveita a internet para faze-las virtualmente, já que assim suas compras são entregue em casa fazendo com que o mesmo venha a aproveitar mas o seu tempo.
Adicionar comentário outubro 16, 2007