Arquivo de setembro 2007




Fahrenheit 451

 

Num futuro indeterminado, duma sociedade marcada por governos totalitários onde os livros são proibidos como forma de inibir o livre pensar, tirando das pessoas o direito de escolha e a liberdade intelectual e de expressão; expugnando o direito de saber não tão diferente de que acontece hoje de forma menos violenta. É disso que trata o filme Fahrenheit 451 – que significa a temperatura necessária para que o papel pegue fogo- de forma assustadora, nos propondo uma discussão sobre o futuro do homem no mundo sem os livros, objeto do saber. O que aconteceria se todos os livros do mundo fossem queimados? Qual seria o próximo passo da Barbárie? Queimar os próprios homens, para apagar de fez a memória dos livros? Essa e a pergunta que lateja na mente do espectador depois de assistir Fahrenheit 451 num misto de assombro e decepção pela decadência de humanismo nos seres humanos. Como de uma hora para outra apagar os registros da humanidade? Não teríamos uma identidade transcendente – na qual nos reconhecemos historicamente e a qual é a base imposta de nossa formação humanista contemporânea. E foi essa posição humanista que fez com que Montag, um “queimador de livros”, reconhecesse o amor em Clarisse – uma jovem que participa de um grupo subversivo pró-literatura. É dessa forma que ele começa a ler e questionar sua atividade ao mesmo tempo em que teme as conseqüências que enfrentará caso seja descoberto e capturado. A cidade de Fahrenheit 451 é apenas um pouco mais sombria e opressiva do que a maioria de nossas metrópoles modernas, com seu misto de progresso industrial e apodrecimento do tecido urbano, onde moderníssimo meios de transporte atravessam bairros decadentes. Há, porém uma diferença: as casas de Fahrenheit 451 são a prova de combustão. Dessa forma as atividades exercidas, por exemplo, pelos bombeiros sejam recapituladas. Ao invés de apagar, agora eles ateiam fogo nos livros para que não sejam propagadas através deles as idéias que perturbem “ a paz pública”, cuja inquietação são cotidianamente sufocadas com doses ávidas de comprimidos narcotizantes e pela onipresença da televisão. E vale ressaltar a importância dessa ultima que tem um papel primordial de alienar o espectador de modo que o deixe fora dos acontecimentos que o cercam e administram sua vida exercendo o papel de grande controladora das massas. O que não é diferente do que acontece hoje com a monopolização da informação pelos cartéis da Comunicação, regada pela liberdade que a nossa plutocracia oferece as esses impérios em troca de favores e da conservação da mesma “ paz pública” que a sociedade autoritária de Fahrenheit 451 tenta preservar no filme. Resta-nos saber se hoje queimarão os homens ou os computadores.

Adicionar comentário setembro 17, 2007

Lutando por uma vida melhor

Portadores de necessidades especiais são pessoas comprometidas mentalmente ou fisicamente que

apresentam dificuldades em estabelecer lidar com conceitos, ou com dificuldades em manifestar seus conflitos internos por meio da fala. O processo do desenvolvimento do trabalho artístico, além de ser terapêutico, “estimula o desenvolvimento da criatividade, a sociabilização e inclusão social”, mostrando a Arte como forma de terapia.

A lei nº 8.213 de 1991 estipula uma cota de 2% de empregados portadores de necessidades especiais quando a empresa tem até 100 funcionários. Quando este número é de 1000 empregados, a cota mínima para portadores sobe para 5%. Como as empresas estão se adaptando para cumprir essa lei?

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura aos portadores de necessidades especiais (portadores de deficiências) o direito a freqüentar a escola pública mais próxima de sua casa, juntamente com as demais crianças e adolescentes. Os professores devem ser preparados para trabalhar com esses alunos sem precisar separá-los do restante da classe. Na prática, porém, os governos dão pouca atenção ao assunto e dificilmente se encontra uma escola pública preparada para receber alunos com necessidades especiais

1 comentário setembro 10, 2007

Comportamento das mulheres na traição

Uma pesquisa recente no centro de Salvador, revela que 60% das mulheres traem, aos quais 15% não consumem o ato e 25% são fieis. A mesma pesquisa indica  que 50% dos homens traem. Das mulheres pesquisadas, cerca de 30% são homossexuais, enquanto 20% trai com ambos os sexos.A estudante Paula Duarte, 18 anos, costuma trais, argumenta que os homens dão sempre motivos. Viveu um ano com dois namorados, relata que, na maioria das vezes, queria terminar com Gustavo, no entanto sentia-se mal porque ele chorava muito e tinha planos de uma vida feliz. Com Marcos, não intencionava  finalizar o relacionamento porque o amava “ mesmo gostando, continuava traindo-o”, comenta.  Paula, Gustavo e Marcos moravam no mesmo Bairro. Na ocasião,
Paula sempre se encontrava na casa de um dos namorados, em horários
diferentes para que Gustavo e Marcos não descobrissem a duplicidade. “Acho
que jamais se deve trair um namorado quando o ama”, explica Paula.
       Carla Sampaio, 21 anos, menciona que quando uma pessoa trai sem nunca
ter sido traída, é mais fácil não sentir nada. “Ao ser traída, senti na pele
a dor de uma traição. Nem todos os homens traem, se ficar só pensando em trair, começará mal”, garante Carla.
.Já Joyce Souza, 37, cristã, define a traição, como um ato
desgenerador, que tem se alastrado entre as mulheres, ao longo dos anos,
como insatisfação diante de uma dificuldade conjugal. “Existem vários
fatores bastante complexos. Como mulher, o dialogo ainda é a melhor saída
para resolver o problema, o livro de (MAT, 19; 1-12) e (MAR, 10; 1-12 ref.
Bíblia Sagrada) diz que a junção de um casal é uma aliança e que traição é um adultério”.
  Em debate na revista VEJA o sexólogo e ginecologista Amaury Junior
constatou que em 70% dos casos de infidelidade feminina, as mulheres
queixam-se da vida sexual. Em conseqüências do número de traições houve um
aumento no fluxo de doenças sexualmente transmissível.
  Samuel Ramos, 37 anos, advogado, declara que o índice de processos de
agressões físicas e de separação aumentou em 35%; “Os clientes chegam muito
constrangidos com a situação e ficam nervosos para contar os fatos. Hoje, é
muito comum, peguei casos com a questão ganha, depois o cliente reata o
relacionamento
, então, pede-me para dá entrada novamente nos papéis para
marcar o casamento. Em outras situações, eu livro o cliente dos processos de
corpo delito e, após alguns meses, encontro-o junto à esposa”.

  O psicólogo Carlos Menezes, 40, revela que 50% dos seus pacientes têm
traumas psicóticos com a traição, ambos os sexos procuram por tratamento,
alguns casos são difícil de cura por tamanha gravidade. “A vida é para se
viver com paz, amor, respeito ao próximo, devemos pensar muito antes de se
entregar, analisar as conseqüência, acreditar no amor e ser feliz”,
aconselhar Carlos.

1 comentário setembro 10, 2007

Reflexão

Ei! Sorria…
Mas não se esconda atrás desse sorriso…
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la,
mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe… Olhe a sua volta, quantos amigos…
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça… Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba… faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar
 

1 comentário setembro 3, 2007

Cinemas de rua: nostalgia nos tempos de multiplex

                                                                                                                                                  Famílias inteiras bem vestidas passeiam na Praça Castro Alves. Enquanto algumas crianças compram algodão-doce, os pais observam o pôr-do-sol na baía de Todos os Santos, sob a estátua do poeta. A calmaria só é quebrada pelo burburinho causado pela impaciente – mas bem comportada – fila da bilheteria do Cinema Glauber Rocha. A cena é descrita pela dona de casa Onélia Brito, que rememora as tardes da década de 80, em que levava os netos para assistir aos filmes do grupo “Os Trapalhões” nos cinemas de rua do centro da cidade. “O clima era diferente, era como um evento social. Hoje em dia é essa agonia dos shoppings, não tem glamour”, comenta.

O saudosismo de Onélia é compartilhado por muitas pessoas de sua geração, que já assistiram clássicos do cinema nas outrora disputadas poltronas dos cines Bahia, Art., Tamoio, Jandaia, entre outros. Atualmente muitos desses locais cederam espaço para igrejas ou sessões de filmes pornográficos.

O Cine Astor, na Rua da Ajuda, é um dos remanescentes. Ao invés de curtas como “O último imperador”, a sala exibia, no dia 26 de maio, o brasileiríssimo “Sou vadia mas ‘tou’ (sic) na moda”. O gerente do local recusa-se a conceder entrevistas, mas confirma que contabilizou na roleta da casa aproximadamente 300 pessoas, até as 17h. Inaugurado em abril de 1953, com o nome de Cinema Art., tinha revestimento acústico, tela de porcelana e era um dos preferidos da alta sociedade soteropolitana. Em 1973 passou por uma reforma, ganhando o nome atual e a capacidade de receber 450 pessoas (em dois andares). Hoje, em seus corredores, famílias “beatas” cederam lugar à casais homossexuais, que trocam carícias despudoradas.

A desativação dos cinemas de rua começou no final dos anos 80, com o crescimento dos shoppings center e o aumento da insegurança. Além das facilidades de estacionamento, os grandes centros comerciais também proporcionam ao público maiores opções de lazer e inúmeras sessões de filmes nos seus “multiplex”. À Onélia Brito e outros tantos fãs, só resta ligar o DVD, colocar “Lawrence da Arábia” e se imaginar caminhando pelos corredores luxuosos das salas de cinema que, mais do que bons filmes, guardam felizes momentos vividos com namorados, familiares e amigos.

    

 

Adicionar comentário setembro 3, 2007

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